Lição 5 EBD O juízo contra Sodoma e Gomorra

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Lição 5 EBD O juízo contra Sodoma e Gomorra

Título: "Homens dos quais o Mundo não Era Digno": O Legado de Abraão, Isaque e Jacó

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato | 2° Trimestre 2026 CPAD | Aula: 3 de maio de 2026

TEXTO ÁUREO

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32)

VERDADE PRÁTICA

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Sl 25.14 Deus revela seus segredos para os que o temem

Terça - Gn 18.32 Abraão intercede por Sodoma e Gomorra

Quarta - 1 Tm 2.1 Devemos interceder por todos

Quinta - Ez 22.30 Deus busca por intercessores perseverantes

Sexta - Rm 8.26 O Espírito Santo intercede por nós

Sábado - Rm 8.34 Jesus, nosso intercessor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 18.23-32

23 - E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

24 - Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?

25 - Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

26 - Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.

27 - E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

28 - Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.

29 - E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.

30 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.

31 - E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.

32 - Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

HINOS SUGERIDOS: 5, 75, 557 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

O texto bíblico desta lição, sobre a intercessão de Abraão pelos justos de Sodoma e Gomorra e a destruição daquelas cidades como juízo divino, é surpreendentemente atual. Deus condena toda forma de injustiça e pecado; muitos dos pecados praticados ali hoje são normalizados pelo status quo. Deus é amor, mas também justiça: ouviu a oração de Abraão, porém executou seu juízo. Assim como ele intercedeu pelos justos, também somos chamados a clamar por nossa casa, cidade e nação, sustentando a bandeira da justiça divina. A destruição de Sodoma e Gomorra e a preservação de Ló revelam o caráter santo de Deus e nos ensinam a viver separados do mal, firmes nos princípios bíblicos, buscando agradar ao Senhor em um mundo que tenta relativizar o pecado.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:

I) Mostrar que Deus enviou seus anjos para visitarem a tenda de Abraão;

II) Explicar que Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra;

III) Refletir a respeito do juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra.

B) Motivação: Ao estudarmos esta lição, devemos refletir sobre a justiça e o juízo de Deus sobre Sodoma e Gomorra e considerar a postura de Abraão como intercessor. "Você tem se colocado na brecha?" De acordo com Ezequiel 22.30, Deus procura intercessores: orar é clamar pelo outro, não apenas por nós. Também precisamos pensar no juízo divino sobre aqueles que rejeitam o arrependimento. O Senhor é amor, mas também "fogo consumidor" (Hb 12.29). O pecado dominava aquelas cidades a tal ponto que seus habitantes desejaram fazer mal aos anjos enviados à casa de Ló. Deus pouparia a cidade se houvesse dez justos, mas não houve arrependimento (Gn 18.33).

C) Sugestão de Método: Escreva no quadro as perguntas: "Se Ló tivesse amado a retidão, isso o manteria distante dos maus caminhos daquela geração ímpia?" e "A família de Ló era forte o suficiente para resistir às influências de Sodoma?" Peça que os alunos formem grupos, discutam as questões e depois apresentem suas conclusões por meio de um representante. Ouça atentamente e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que Ló e sua família talvez não estivessem tão separados dos caminhos daquela geração. Ló escolheu morar em Sodoma e expôs sua casa à imoralidade local; ao que tudo indica, sua família não tinha firmeza espiritual para resistir às influências malignas. Conclua orando para que amemos a retidão, cultivemos santidade, sejamos vigilantes em cada decisão e para que nossas famílias permaneçam firmes nos princípios bíblicos, intercedendo também por nossa nação, estado e cidade, pedindo avivamento e temor do

Senhor.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Depois de apresentar todos os tópicos da lição, aplique as verdades estudadas mostrando que Deus é amor, mas também é "um fogo consumidor" (Hb 12.29), justo em todas as suas obras. Nós também fomos chamados como uma geração sacerdotal, separados para interceder por nossas cidades, por famílias que precisam de misericórdia e por um povo que volte o coração ao Senhor.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p. 38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:

1) O texto "O seu pecado se tem agravado muito", localizado depois do primeiro tópico, traz uma reflexão a respeito do estado pecaminoso dos habitantes de Sodoma e Gomorra;

2) O texto "Estava Ló assentado à porta", depois do segunto tópico, mostra-nos a maldade dos habitantes de Sodoma e Gomorra e a atitude de Ló para proteger os anjos.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos Gênesis 18. O patriarca recebe a visita de três mensageiros do Senhor que anunciam o nascimento de Isaque. A cena é marcada pela hospitalidade de Abraão, que serve com alegria àqueles visitantes celestiais. Contudo, entre as boas novas, surge também uma revelação assustadora: a iminente destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Diante disso, destaca-se o coração intercessor de Abraão, que se coloca na brecha e intercede pelos justos que ali habitavam.

PALAVRA-CHAVE: Juízo

I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor.

O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1), um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que Deus iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e Gomorra.

O texto bíblico diz que, “quando tinha aquecido o dia” (v.1), tal fato indica que a visitação deu-se por volta do meio-dia, quando o calor é mais forte.

No Antigo Oriente, esse era um momento em que as pessoas costumavam comer e descansar. Era um horário em que se evitava viajar ou sair de casa devido ao calor e à radiação solar. Mas o Senhor não está sujeito ao nosso tempo. Neste horário improvável, Abraão avistou três homens vindo em sua direção. Ao vê-los, ele correu ao encontro deles e prostrou-se em terra. Esse ato pode parecer estranho a nós, mas era um gesto comum no Antigo Oriente, um gesto de hospitalidade. O patriarca foi hospitaleiro, oferecendo proteção e provisão para os visitantes (Gn 18.2-4).

2. A hospitalidade de Abraão.

O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo que parece estar esquecido nos dias atuais. Ser bem recebido é muito bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor.

O patriarca ofereceu o melhor aos visitantes, e, enquanto estavam ali desfrutando do alimento e da hospitalidade, os homens perguntam a Abraão: “Onde está Sara?”. Naquele tempo, as mulheres não eram vistas quando homens desconhecidos, que não pertenciam à família, estavam presentes. Mas, certamente, eles sabiam que ela estava escutando tudo à porta da tenda. Então os visitantes falam a Abraão: “[...] eis que Sara, tua mulher, terá um filho” (Gn 18.10). Essa era a promessa mais aguardada por Abraão e Sara.

3. O riso de Sara.

Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas, certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele (Gn 18.14).

Deus conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar de sua risada. O Eterno nos conhece bem, conhece as nossas fragilidades e as nossas quedas. No entanto, Ele não desiste de nós, apesar da nossa incredulidade, do nosso riso e de nossa dor.

Depois de entregar a mensagem divina a Abraão e Sara, o Senhor fala a respeito da destruição de Sodoma.

SINÓPSE I

Deus é bom e envia seus anjos para visitar a casa de Abraão e revelar a ele o que faria a Sodoma e Gomorra.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“O SEU PECADO SE TEM AGRAVADO MUITO

Deus não ignora nem tolera o pecado, mas vê todo mal, toda injustiça e imoralidade cometida (cf. 4.10; Sl 34.17; Tg 5.4). No momento certo, se não houver arrependimento (isto é, expressão de pesar sincero pelos erros cometidos, renúncia ao pecado, retorno para Deus e mudança do comportamento de acordo com os padrões divinos), Deus julgará e condenará o pecado e o pecador. O caráter santo e perfeito de Deus exige que o pecado acarrete punição e toda injustiça seja castigada.

Preocupado com Ló e sua família, Abraão orou para que Deus não destruísse as cidades (vv. 22-33). Deus atendeu à oração de Abraão, mas não da maneira que ele esperava. O Senhor preservou os poucos justos, mas não deixou de destruir as cidades e seus habitantes ímpios. Quando finalmente executar o seu derradeiro e supremo juízo sobre o mundo (veja 1Ts 5.2), Deus promete que irá resgatar os que têm um relacionamento correto com Ele (Lc 21.36, nota; Ap 3.10)” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023).

II - DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO

1. O anúncio da destruição.

Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho, a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gn 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13).

2. O pecado leva à destruição.

O texto de Gênesis 18 mostra que o Senhor revelou a Abraão o seu plano de destruir Sodoma e Gomorra. O salmista ensina que Deus revela seus planos para os fiéis. O problema é que muitas vezes não estamos dispostos a ouvir ao Senhor (Sl 25.14).

O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).

3. A intercessão.

A decisão já estava tomada, mas Deus revela a seu servo o juízo que estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na posição de um intercessor. Ele suplica o favor do Senhor pelos habitantes das cidades que eram justos e que seriam destruídos juntamente com os ímpios. Abraão roga a Deus para que Ele tenha misericórdia e poupe os justos nas cidades. Tal atitude revela o coração justo e bom do patriarca. Ele foi um intercessor, pediu com paixão e misericórdia a graça de Deus em favor dos inocentes.

A iniquidade das cidades de Sodoma e Gomorra eram tão grandes que deu origem ao termo “sodomita”, uma referência aos moradores da cidade de Sodoma.

O Senhor enviou dois anjos até a cidade de Sodoma, e Ló encontra-os e convida-os a passar a noite em sua casa. Porém, os homens de Sodoma eram tão perversos e promíscuos que cercaram a casa e exigiram que os visitantes fossem levados para fora. Ló não consente com tal coisa e oferece as suas filhas com a intenção de proteger os visitantes. Então, os mensageiros de Deus ferem de cegueira aqueles homens ímpios de Sodoma.

Ló aproveita a situação e foge com sua mulher e as suas filhas. Deus aguarda a saída de Ló e sua família e destrói Sodoma e Gomorra com uma chuva de “enxofre e fogo” (Gn 19.24). Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade (Dt 29.23; Is 1.9; Rm 9.29; Jd 7). Até os dias atuais, essas cidades nunca mais foram novamente erguidas ou habitadas, e o solo da região é improdutivo devido a grande quantidade de enxofre.

SINÓPSE II

Deus anuncia a Abraão o que Ele estava prestes a fazer com Sodoma e Gomorra.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

“ESTAVA LÓ ASSENTADO À PORTA

Embora grande parte do que Ló via e ouvia lhe causasse incômodo (2 Pe 2.7-8), ele ainda estava disposto a tolerar a iniquidade de Sodoma para desfrutar de seus benefícios sociais e materiais. Esta concessão moral resultou em tragédia para sua família (v. 24). Da mesma maneira, os crentes atuais que expõem imprudentemente sua família a ambientes ímpios e a más influências a fim de obter benefícios sociais ou materiais estão preparando o cenário para uma tragédia familiar.

Os homens da cidade desejavam violentar sexualmente os estrangeiros. Desse incidente deriva o significado da palavra “sodomia”, uma referência a atos e desejos homossexuais. A sodomia é severamente condenada na Bíblia (Lv 20.13; Dt 23.17; 1Co 6.9; 1Tm 1.8-10; veja Rm 1.27).

É difícil acreditar que Ló estivesse verdadeiramente disposto a permitir que suas duas filhas fossem violentadas por uma multidão de pervertidos sexuais meramente para proteger dois homens que acabara de conhecer. Talvez, por desespero, ele estivesse tentando ganhar tempo, esperando que seus amigos na cidade não permitissem que outros brutalizassem a ele ou a sua família” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023).

III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

1. Deus “é fogo consumidor”.

Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gn 6 e 7), a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hb 12.28,29).

2. Uma catástrofe sem igual.

Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra. Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14).

3. Transformada em estátua de sal.

Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás. Como servos de Deus, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Cl 3.1,2).

Diz a Bíblia: “Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra” (Gn 19.24,25).

SINÓPSE III

Deus é amor, mas também é um fogo consumidor e não tolerou o pecado de Sodoma e Gomorra.

🎓 Subsídios ao Professor - Revista Ensinador Cristão CPAD

Lição 5 – O Juízo contra Sodoma e Gomorra

O nosso Deus é misericordioso e oferece ao pecador a oportunidade para arrepender-se de seus pecados. O juízo divino, porém, é reservado àqueles que rejeitam a bondade e a misericórdia de Deus. Foi isso que aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra. Tendo chegado o tempo determinado para o juízo sobre os pecados prati­cados pelos moradores destas cidades, o Criador revelou ao seu amigo Abraão o que aconteceria. Abraão, porém, se coloca diante de Deus como um intercessor, apelando pela misericórdia divina para que os justos não fossem destruídos juntamente com aquelas cidades.

O relato bíblico revela uma cidade que vivia com naturalidade a libertinagem e a promiscuidade. O nível de degradação moral e espiritual daquelas cidades era tão intenso que se não houvesse a interrupção daquela cultura nociva, as próximas gerações seriam influenciadas significativamen­te a assumirem os mesmos hábitos e práticas profanas. Embora o Senhor tenha um cuidado especial com Seu povo, Ele continua sendo Deus Soberano sobre todas as nações e nada foge a Seus cuidados.

Diante do juízo divino, Abraão resolve se posicionar como intercessor em favor dos justos para que não fossem destruídos juntamente com os ímpios. Confirme Lawrence O. Richards, na obra Guia do Leitor da Bíblia (CPAD), “Abraão demonstrou uma sensível preocupação pelos inocentes. Ele pede a Deus que poupe 50 justos das cidades perversas da planície; depois 45; em finalmente, pelo menos 10.

Deus foi até mais sensível do que Abraão. Somente uma pessoa honrada vivia em Sodoma (Ló), e Deus reteve as chamas do juízo até que este estivesse a salvo! Este episódio nos dá segurança para orarmos pelos outros. O Senhor se importa com eles até mais do que nós, e fará por eles até mais do que pedimos. […] Muitos acreditam que essas cidades das planícies ficavam abaixo no extremo sul do mar Morto. A área possui grandes depósitos de betume altamente inflamável. Isso e uma terra geologicamente de massa instável podem ter sido usados por Deus como agentes para causar a destruição das cidades descritas em Gênesis 19” (p. 37). Este episódio reforça a orientação de Paulo a Timóteo, “que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1Tm 2.8). É da vontade de Deus que Seus servos façam como Abraão, se disponham a orar, intercedendo pelos pecadores a fim de que encontrem o perdão e a salvação. Deus já reservou um Dia em que trará a juízo toda a obra praticada pelos homens, sejam boas ou más (Ec 12.14). Enquanto esse Dia não chega, é nosso papel interceder para que o maior número de pessoas seja alcançado e convencido pelo Espírito Santo (Jo 16.7,8).

Conclusão

Finalizamos esta lição enfatizando que Deus é “bom, e a sua benignidade dura pra sempre” (Sl 136.1), mas sua longanimidade tem limite. As cidades de Sodoma e Gomorra viviam na prática do pecado, e o Senhor deu tempo para que se arrependessem, mas não ouviram a Deus e nem a Ló. Quando o ser humano perde o temor e para de ouvir o Criador, o juízo divino não tarda. Que jamais venhamos nos esquecer do amor e da severidade do Eterno.

📌 Notas Especiais

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como se inicia o capítulo 18 de Gênesis?

O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1).

2. Segundo a lição, o que quer dizer “quando tinha aquecido o dia”?

Isso quer dizer que a visitação se deu por volta do meio-dia, quando o calor está mais forte.

3. O que Sara fez ao ouvir da parte de Deus que ela teria um filho?

Ao ouvir que teria um filho, Sara riu.

4. A que o pecado leva?

À destruição e à morte.

5. O que aconteceu com a esposa de Ló ao desobedecer a ordem divina?

Ela “ficou convertida numa estátua de sal.