Estudiosos da Bíblia acreditam que as sete igrejas "apresentam um retrato profético dos sete períodos históricos em que a Igreja visível se desenvolverá." Isto foi denominado de "método de interpretação histórico-profético." Tal abordagem sugere que a era da Igreja passará por sete estágios, oferecendo assim um esboço profético geral começando com Éfeso e concluindo com Laodicéia. A mensagem profética é transmitida por meio do assunto contido em cada carta e "[d]os próprios nomes das Igrejas mencionadas... e [d]o período da história da Igreja em que parecem encontrar seu cumprimento."Pember explica os nomes da seguinte maneira:

👉 Éfeso = relaxamento. A perda do amor no fim dos tempos apostólicos.

👉 Esmirna = amargura; ou mirra, um unguento usado especialmente para embalsamar os mortos. A época das Dez Grandes Perseguições.

👉 Pérgamo = uma torre. Grandeza terrena da Igreja Nominal, com a ascensão de Constantino.

👉 Tiatira = aquela que não se cansa de sacrifícios. As igrejas católicas, com seu sacrifício da missa eternamente repetido.

👉 Sardes = renovação. Os resultados da Reforma.

👉 Filadélfia = amor fraternal. A reunião dos que creem que o amor de Cristo é uma ligação mais forte que qualquer vínculo a uma denominação. Esta reunião claramente envolve preparação para o retorno do Senhor.

👉 Laodicéia = o costume ou julgamento do povo. O período em que as pessoas acham que podem julgar o que é certo, e então abandonam completamente a Palavra de Deus. Por isso, elas são rejeitadas pelo Senhor Jesus.


Um esboço comum dos aspectos proféticos das sete igrejas é dado pelo Dr. Arnold Fruchtenbaum da seguinte forma:

1. Éfeso [30-100 d.C.] Igreja Apostólica

2. Esmirna [100-313] Perseguição Romana

3. Pérgamo [313-600] Era de Constantino

4. Tiatira [600-151 7] Idade Média

5. Sardes [1517-1648] Reforma

6. Filadélfia [1648 -1900] Movimento Missionário

7. Laodicéia [1900 - Presente] Apostasia

    Se esta abordagem for válida, ela indica claramente que a história está na época final (laodicense) da era da Igreja. Pember tenta justificar esta opinião com a seguinte explicação:

    Uma vez mais, se olharmos para a Sétima Carta, escrita para a Igreja dos laodicenses, perceberemos que ela descreve características que, segundo outras passagens bíblicas, marcarão os últimos dias da nossa era. Pois aqueles a quem se dirige insistem, de fato, em reter uma certa forma de piedade, mas sem considerar sua significância, nem sentir seu poder. Eles são egoístas e complacentes às vésperas do julgamento. E o Senhor, que está prestes a rejeitá-los, retirou-se do seu meio, e só está esperando um pouco à porta, antes de fazer a última proposta aos crentes individuais, e proclamar a última advertência.

    "Mas, se isto for verdade, uma questão naturalmente surge", observa Pember: "Por que o Senhor escolheu uma forma tão peculiar para Sua revelação?" Ele oferece a seguinte resposta:

    Porque Ele não queria que o significado profético das cartas fosse compreendido facilmente, até que os Últimos Dias chegassem. Pois, ao mesmo tempo em que esses dois capítulos sempre foram muito úteis para repreensão, correção, instrução, e exortação, suas previsões dificilmente seriam descobertas, nem suspeitadas, até que estivessem praticamente cumpridas. E então, por sugerir eventos que teriam que acontecer primeiro, jamais fariam os crentes dizer: "Meu Senhor tarda em vir." E, por outro lado, quando, no Fim, o Espírito revelasse o significado, Ele traria assim a profunda convicção da proximidade da Vinda a todos que nelas meditassem com reverência.

    Há ainda outra razão para o mistério nesta forma de profecia. Porque, pela própria natureza da questão, tais previsões não podem ser diretas e literais, como são as profecias de eventos específicos do quarto capítulo em diante, podendo oferecer apenas uma percepção vaga das coisas vindouras, apesar de proverem um esboço suficientemente nítido, uma vez descoberta a chave interpretativa. 

    Finalmente, devemos observar, que nesta profecia, como na das Sete Parábolas, uma fase que já começou pode ter continuidade, ainda que em certos aspectos reduzidos, muito tempo depois da sua época de predominância, e isto até a vinda do Senhor. Existe uma indicação clara de que esse será o caso de Pérgamo - pois o Senhor ainda não lutou contra os balaamitas com a espada da Sua bocai, o caso de Tiatira - pois o remanescente deve conservar o que tem até que Ele venha; o caso de Sardes – pois é advertida que se não for vigilante, Ele chegará como um ladrão; o caso de Filadélfia - pois ele lhe promete que está vindo em breve e manda conservar o que tem, para que ninguém leve sua coroa. Realmente, as igrejas Nominais, nos últimos dias, como nos primeiros, provavelmente acolherão comunidades, que, juntas, terão todas as características mencionadas nos dois capítulos; então cada carta reterá seu valor diretamente prático até o fim, mas, nesta época, a fase predominante será a Laodicense.

    Tal compreensão de Apocalipse 2-3 indicaria que a Igreja já passou por suas diversas fases e agora está preparada para o Arrebatamento acontecer, como sempre, a qualquer momento. No entanto, apenas a conclusão geral de que estamos na era final é válida, já que o período laodicense pode continuar por centenas de anos como aconteceu com a era de Tiatira.

 

Referência: Ice, Thomas. A verdade sobre os sinais dos tempos. 1999 Actual Edições. Porto Alegre - RS/Brasil


 
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