Que a velhice é um processo biológico natural não se tem dúvidas, pois toda pessoa está sujeita ao nascimento, crescimento e morte, mas esse processo se vive em um contexto social.
1. Concepções Antigas e Atuais
Há que se dizer, sem rodeio, que o envelhecimento é um processo natural no seu aspecto biológico, na vida de todo ser humano, mas é imperioso destacar que nesse sentido acompanha também o peso cultural e social.

Assim, é preciso atentar para o envelhecimento biológico e como cada sociedade trata a questão, se com amor ou com desprezo. Toda sociedade tem uma forma, no seu aspecto social, dependendo da valorização humana, uma forma de olhar e tratar a pessoa da terceira idade, isso vai depender de como os mais velhos são inseridos no convívio social, como é que as leis daquele país atentam para tal questão e qual é definitivamente o papel que lhe é atribuído.

Que a velhice é um processo biológico natural não se tem dúvidas, pois toda pessoa está sujeita ao nascimento, crescimento e morte, mas esse processo se vive em um contexto social. Por isso, pode-se falar em construção histórica da velhice.


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Historicamente, sabe-se que na China e no Japão, os velhos, além de serem símbolos de sabedoria, são tratados com muito respeito, carinho e atenção, pois se valorizam os anos acumulados, o que é considerado símbolo de sabedoria, experiência, vivência. Os filhos jovens se orgulham dos idosos ou mais velhos por entenderem que eles são a causa de sua existência, como também de sua sobrevivência, pois fizeram de tudo para lhes dar uma vida digna. Os japoneses, por exemplo, não tomam qualquer decisão sem antes consultar uma pessoa de idade avançada, o que prova que eles valorizam a experiência dos mais velhos.
Apelando para tempos mais remotos, citamos o filósofo Confúcio (551-479 a.C.), que dizia que era dever da família respeitar, valorizar e consultar os mais velhos. Como sinal de respeito e consideração, os japoneses comemoram o Dia do Idoso (Keiro no hi). Nesse dia, homenagens são feitas e se pede mais longevidade para eles, inclusive que se agradem pelos trabalhos que prestam à sociedade. Enquanto no Brasil é deselegante perguntar a idade de uma mulher, na China e no Japão, a mulher idosa responde com muito orgulho ao dizer a idade que tem.

1.1. Tratando bem os Idosos
Filhos, netos, sobrinhos, todos devem se empenhar para tratar com amor os mais idosos, e isso não pode ser alterado simplesmente por causa de uma imposição de contexto, atual, pois gratidão cabe em qualquer lugar. Por mais que se alegue que uma casa de terceira idade com acompanhamento de assistente social, médico, etc. seja bom, não negamos, mas tudo isso ainda não substitui o amor e o carinho que um filho, um neto pode dedicar aos pais ou avós na velhice.

Muitos filhos, por causa da vida pós-moderna, optam por colocar os pais em uma casa de terceira idade, alegando que as muitas atividades não permitem que estejam ao seu lado. O que se percebe com isso é certo desprezo e ingratidão, pois o filho deve entender o quanto o pai e a mãe fizeram para que ele pudesse crescer e se desenvolver na vida. Desse modo, qualquer esforço de sua parte valeria a pena para compensar tudo que eles fizeram.

1.2. Amando os Idosos
Mais que um espaço físico, os velhos querem ser amados, cuidados, respeitados, e receber um mínimo de gratidão por tudo o que fizeram. Por não ter a presença de um filho, de sua amizade, de carinho, muitos idosos sofrem depressão, tristeza profunda, pois sentem-se desprezados por aqueles que colocaram no mundo.

Nos dias atuais, nota-se que a Inglaterra e os Estados Unidos entenderam que os mais velhos precisam do seu espaço no seio familiar; por isso, têm dado apoio social para que tenham em suas casas suporte, incluindo atendimento médico e refeições em domicílio. Em Portugal existem os “Centros de Dia”, onde os mais velhos podem conviver com outros sem qualquer obrigação, mas por prazer e vontade própria.

É importante ressaltar que, ainda que na atualidade alguns tratem as pessoas da terceira idade com menosprezo, muitas mudanças estão acontecendo e para melhor, para que as crianças e a juventude valorizem os mais velhos. É desde cedo envolverem-se com eles para que possam valorizálos como pessoas, como gente, desmistificando os falsos conceitos sobre a velhice de que são pessoas desinteressantes e difíceis de conviver.

2. A Velhice na concepção Bíblica
No aspecto bíblico, a velhice é descrita como um processo natural, mas crê-se quem em certo momento alguns idosos foram desprezados. Pode-se crer nisso pelo pedido que o salmista faz a Deus, que não o abandone na velhice (Sl 71.18). Todavia, o peso escriturístico é certo em tratar os mais velhos como pessoas de grande sabedoria (Jó 12.12).

A velhice, segundo Eclesiastes 12.1-6, traz consigo diversos problemas, pois à pessoa falta a força, fica por vezes ociosa; audição, visão, paladar, tudo diminui; e vem o grande temor da morte. Mas há que se dizer que é possível a qualquer pessoa ter uma boa velhice, segundo a Bíblia, procurando viver sempre no temor e na dependência divina.

Há, da parte de Deus, à luz dos textos bíblicos, lugar tanto para os jovens como para os velhos em sua obra. O profeta Joel deixou isso bem claro, pois, enquanto os jovens são valorizados por sua força, inteligência, capacidade, disposição, energia, os mais velhos são honrados e valorizados por sua experiência e sabedoria conquistada ao longo do tempo (Lv 19.32; Pv 16.31; 20.19).
2.1. O Receita para que a velhice não se torne um peso
Para que a velhice não se torne um peso, os mais velhos devem seguir as recomendações paulinas e, se assim o fizerem, terão uma velhice feliz (Leia Tt 2.2,3). Na verdade, afirma-se que quase em nenhum lugar um texto como esse, tratando acerca da velhice, havia sido escrito com tanto brilhantismo.

No tocante aos cuidados com os pais em sua velhice, é dever dos filhos cuidar deles com amor e carinho, não transferindo essa responsabilidade a outros, lembrando que há promessa de Deus para os que assim procedem (Leia Ef 6.3). No mais, os que não valorizam os seus familiares, conforme escreve Paulo, é pior do que os incrédulos e negou a fé (Leia 1 Tm 5.8).

2.2. Problemas que a velhice traz


A Bíblia não nega os problemas que a velhice traz. Dentre eles podemos destacar os seguintes:
• No aspecto físico. O corpo vai sofrendo diversas mudanças, passando a padecer fraquezas.
• Aparência física. Rugas, cabelos branqueados, perda de dentes, diminuição do tamanho, rugas, flacidez da pele, isso pode acontecer antes dos 65 anos.
• Sensação. Vai perdendo a capacidade de ouvir bem, diminui o olfato e também a capacidade de visão.
• Movimentação. Não tem mais a mesma agilidade como antes e passa a ter um andar mais lento.
• Capacidade sexual. Os mais velhos não perdem o prazer de estar com alguém que amam e necessitam de contato físico; é claro, na relação sexual, há mais dificuldade para a satisfação plena.
• Aumento de doenças. Com a idade, pode acontecer de os mais velhos ficarem vulneráveis a doenças, tais como: artrite, hipertensão, doenças cardíacas, diabetes, catarata.
• Autoestima. Por vezes os mais velhos se sentem sem ânimo, coragem, não somente por causa da idade, mas pelo desprezo que vem dos mais novos, usando conceitos e preconceitos de que eles são idosos demais para atuarem em algo ou tomarem certa decisão.
• Questões existenciais. Os mais velhos temem a velhice não somente por medo da morte, mas por se preocuparem com a saúde, com a questão financeira, em não ficar dependendo dos outros.

3. As Palavras de Davi a Salomão e sua Morte
As últimas palavras de Davi estão em 1 Reis 2.1-9. Nelas se observa que ele tem consciência plena do fim de todo ser humano: a morte. O escritor aos Hebreus diz que ao homem está ordenado morrer uma só vez (Hb 9.27) e, quando essa morte se aproxima desse ser vivente, ou seja, quando ele passa a ter consciência de que seus dias estão chegando ao fim, pode evidenciar pensamentos nobres ou então ser dominado por preocupações, arrependimento sincero de tudo o que fez.

Para o cristão, a morte não é o fim e, se ele for consciente de que está preparado, que viveu conforme a Palavra do Senhor, entenderá, como escreveu o salmista em Salmos 116.15, que, à vista do Senhor, é preciosa a morte dos seus santos. Em Apocalipse, está escrito que são bem-aventurados os que morrem no Senhor (Ap 14.13).

Estudiosos afirmam que o final da vida de Davi foi marcado por muitas preocupações, frente à morte premente. A princípio, ele se preocupou com a política, ou seja, a estabilidade do reino, e acrescendo a isso, manifestou preocupação com a questão espiritual e moral de seu reino, por isso passa a dar, no fim de sua vida, conselhos brilhantes, edificantes, ao filho Salomão.

Davi pede ao novo rei que procure viver em santidade plena, pois, procedendo dessa forma, seria um bom exemplo espiritual e moral para o povo, conduzindo-o a um viver santo. Observe que Davi diz ao seu filho que esse viver em santidade só acontece por meio da obediência irrestrita à Palavra de Deus, ou seja, a tudo aquilo que Moisés havia escrito. Tendo ciência da revelação que recebera de Moisés, Salomão e toda a nação de Israel tinham que andar conforme a Palavra, pois elas tratavam da maneira correta de alguém trilhar os caminhos do Senhor (1 Rs 2.3; Dt 29.9; Js 1.7).

Autor: Pr. Osiel Gomes

 
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